"Encrespar, empoderar e resistir" é o lema da
marca Lulu e Lili, que faz acessórios para crianças. E para divulgar as novas
peças, a marca fez um editorial chamado "Sete meninas crespas", com
modelos infantis negras que não alisam os cabelos.( http://www.lulueliliacessorios.com.br/)
Meu Primeiro Olhar
segunda-feira, 20 de abril de 2015
sábado, 18 de abril de 2015
Quem sou eu...
Meu nome é Laura, tenho 7 anos. Tenho um irmão chamado Filipi de 4 anos, minha mãe chama Andreia e meu pai Alexandre.
A ideia do meu Blog é falar do primeiro olhar de uma menina negra (eu), que procura na sociedade, nos desenhos e séries da TV, nas bonecas, nas revistas, nas histórias em quadrinhos e em livros, pessoas e personagens que fossem iguais a ela. Sei que assim como eu, existem outras crianças negras que procuram alguém que se pareça com a gente e não encontramos.
Na minha escola, geralmente eu sou a única negra da minha turma. Não sei se é o fato de ser uma escola particular. Meus pais, meus tios, meus avós e meus primos são todos negros e eu estranhei muito não encontrar crianças negras nos lugares que eu frequentava e nem tão poucos bonecas, assessórios e produtos para o meu cabelo com fotos de pessoas negras.
Ao completar 06 anos de idade, para comemorar minha festa de aniversário, eu escolhi como tema “A Princesa e o Sapo”. Minha mãe teve muita dificuldade em encontrar material para formar a festa, pois, a princesa Tiana por ser negra não era encontrada aqui no Brasil. Se achava todas as princesas da Disney, menos a Tiana. Minha mãe teve que adaptar. Pegou a imagem de um site americano e adaptamos para a festa. Esta é uma das muitas histórias que pretendo compartilhar aqui com vocês.
Minha mãe e meu tio Luiz estão me ajudando nas postagens. Quero gravar vídeos, fazer matérias para falar com crianças negras e de outras etnias, para que juntos possamos construir uma sociedade mais diversa e inclusiva.
Sejam bem vindos!
10 maneiras de contribuir para Uma Infância sem Racismo
1. Eduque as crianças para o respeito à diferença. Ela está nos tipos de brinquedos, nas línguas faladas, nos vários costumes entre os amigos e pessoas de diferentes culturas, raças e etnias. As diferenças enriquecem nosso conhecimento.
2. Textos, histórias, olhares, piadas e expressões podem ser estigmatizantes com outras crianças, culturas e tradições. Indigne-se e esteja alerta se isso acontecer – contextualize e sensibilize!
3. Não classifique o outro pela cor da pele; o essencial você ainda não viu. Lembre-se: racismo é crime.
4. Se seu filho ou filha foi discriminado, abrace-o, apoie-o. Mostre-lhe que a diferença entre as pessoas é legal e que cada um pode usufruir de seus direitos igualmente. Toda criança tem o direito de crescer sem ser discriminada.
5. Não deixe de denunciar. Em todos os casos de discriminação, você deve buscar defesa no conselho tutelar, nas ouvidorias dos serviços públicos, na OAB e nas delegacias de proteção à infância e adolescência. A discriminação é uma violação de direitos.
6. Proporcione e estimule a convivência de crianças de diferentes raças e etnias nas brincadeiras, nas salas de aula, em casa ou em qualquer outro lugar.
7. Valorize e incentive o comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico-racial.
8. Muitas empresas estão revendo sua política de seleção e de pessoal com base na multiculturalidade e na igualdade racial. Procure saber se o local onde você trabalha participa também dessa agenda. Se não, fale disso com seus colegas e supervisores.
9. Órgãos públicos de saúde e de assistência social estão trabalhando com rotinas de atendimento sem discriminação para famílias indígenas e negras. Você pode cobrar essa postura dos serviços de saúde e sociais da sua cidade. Valorize as iniciativas nesse sentido.
10. As escolas são grandes espaços de aprendizagem. Em muitas, as crianças e os adolescentes estão aprendendo sobre a história e a cultura dos povos indígenas e da população negra; e como enfrentar o racismo. Ajude a escola de seus filhos a também adotar essa postura.
Participe desta campanha e contribua para Uma Infância sem Racismo. Acompanhe o tema da redução do impacto do racismo na infância e na adolescência por meio do www.unicef.org.br ou siga o UNICEF no Twitter: @unicefbrasil. Divulgue para os seus amigos! Valorizar as diferenças na infância é cultivar igualdades!
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